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Cátedra Cláudio Torres reforça área da Arqueologia na UÉ

A investigação de qualidade deve ser transmitida “em linguagem de gente. O Museu é a grande divulgação”. São palavras de Cláudio Torres, fundador e diretor do Campo Arqueológico de Mértola (CAM), no âmbito da Cerimónia de criação da Cátedra de Ensino em Arqueologia Cláudio Torres, que teve lugar no dia 3 de maio, no Colégio do Espirito Santo.

 

Desconstruindo, no seu discurso, as não necessariamente coincidentes, em termos de resultados, historiografia escrita e historiografia arqueológica, Cláudio Torres destacou o papel fundamental e decisivo da UÉ, enquanto polo agregador e dinamizador do interior do país, ao promover a criação de redes e parcerias interinstitucionais na região. De facto “há toda uma geração de futuros investigadores, historiadores e arqueólogos que tem de ficar a trabalhar na sua região”. Espera, por isso, que “esta cátedra sirva para cimentar, justificar e para organizar estes que ficarem e os que vem a seguir.”

A reputação assinalável do CAM no panorama da Arqueologia foi realçada por Ana Costa Freitas, Reitora da UÉ, considerando-o “uma estrutura sem paralelo e de reconhecida excelência, ao qual estará sempre associado o nome de Cláudio Torres”, Doutor Honoris Causa da Universidade de Évora desde 2001.

Renovando agora esse reconhecimento de forma consequente, a Cátedra Cláudio Torres reforça os Programas de Ensino em Arqueologia da UÉ e abre caminho à concretização de projetos conjuntos neste domínio, no âmbito do qual a UÉ faz investigação de ponta. Traz vantagens para ambas as partes, sobretudo a valorização da formação dos alunos, pois esta relação incrementa a ligação com o terreno, potenciando tanto o trabalho desenvolvido no âmbito do CAM, como a qualidade da formação dos alunos da UÉ.

Referindo-se a Cláudio Torres como “um nome incontornável quando se fala em Arqueologia”, Fernanda Rollo, Secretária de Estado da Ciência, encerrou a sessão, salientando o seu entusiasmo, criatividade e inconformismo como características associadas ao próprio processo científico “a ciência é isto, o conhecimento é isto, a cultura é isto”. Frisou, ainda, que “o encontro entre a Ciência e a Cultura é absolutamente determinante” e que “a Cátedra ora instituída, materializa esta articulação que se pretende aprofundar”.

Publicado em 03.05.2016