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foto: Lab. HERCULES
National Geographic acompanha o Laboratório Hércules em campanha científica

A revista National Geographic acompanhou um dia de trabalho de campo que o Laboratório HERCULES da UÉ efetuou na gruta do Escoural. Localizada no município alentejano de Montemor-o-Novo, a gruta está classificada como Monumento Nacional e apresenta pinturas rupestres do Paleolítico Superior, que foram agora alvo de uma intervenção pioneira em Portugal.

Recorrendo a um espectrómetro de fluorescência de raio X, técnica “revolucionária e não invasiva”, o grupo de investigadores identificou os pigmentos utilizados nas pinturas. António Candeias, investigador e coordenador do Laboratório, adianta que “os pigmentos pretos utilizados nas pinturas das várias salas da gruta são diferentes”, registando-se a presença de pirolusite, osso queimado, entre outros. Segundo o investigador, este facto pode estar associado a diferentes “ocupações e campanhas” ocorridas no local.

As intervenções na gruta do Escoural decorreram no âmbito do projeto HIT3CH (HERCULES Interface for Technology Transfer and Teaming in Cultural Heritage) coordenado pela UÉ e co-financiado pela União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, enquadrado no Programa Operacional Regional do Alentejo, ALENTEJO 2020.

Com o lema transformar ideias, inovar e criar soluções, o projeto visa promover entre outras a transferência de tecnologia no eixo património cultural e natural, reforçando a investigação orientada para a resolução de problemas ou desafios que se colocam neste setores, com efeitos no crescimento económico e sócio-cultural. Subjacente no projeto está o estímulo à facilitação da aproximação entre a investigação que se produz no laboratório HERCULES e as empresas/empreendedores, concorrendo para mitigar o défice de afirmação competitiva das indústrias culturais e constituindo uma oportunidade para a consecução dos objetivos do plano regional de desenvolvimento do Alentejo.

A reportagem completa, publicada na edição portuguesa da revista do mês de julho, descreve a missão do HERCULES, as técnicas utilizadas e avança já alguns resultados, nomeadamente, sobre os pigmentos utilizados nas pinturas das várias salas e as cerca de 2300 espécies de bactérias e 550 fungos detetados na gruta.

Publicado em 14.07.2016