21 Setembro 2017
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Universidade de Évora celebra Cultura Espanhola

 As II Jornadas de Cultura Espanhola tiveram lugar na Universidade de Évora, nos dias 26 e 27 de abril, com um programa diversificado de atividades científicas e culturais.

Numa sala composta maioritariamente por estudante, Silvério Rocha e Cunha, Diretor da Escola de Ciências Sociais da UÉ, considerou este tipo de atividades de máxima importância, uma vez que, a par das aprendizagens em contexto de sala de aula, estas, “com seu caráter científico e cultural” enriquecem os conhecimentos e “afirmam o saber”, considerando ainda que estas ações representam espaços de partilha, propícios ao “nascimento de ideias”. Já António Saéz Delgado, fez questão de recordar que a crise económica restringiu a procura do ensino da língua espanhola, entrando esta numa fase de “consolidação”. Para o Professor de Cultura, Língua e Literatura Espanhola na UÉ, o rumo que deve ser trilhado é a aposta na “qualidade do ensino e da aprendizagem” em detrimento do crescimento, considerando ainda que “a língua espanhola é mais do que uma ferramenta para encontrar trabalho, esta representa uma cultura que se expande no mundo” e, citando Almada Negreiros, que viviu em Espanha recorda que os alunos são também eles “embaixadores dessa cultura”, e de um “diálogo Ibérico” que se quer frutífero e enriquecedor.

A publicação Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, publicada em Madrid no ano de 1605, é um dos elementos da cultura espanhola mais conhecida a nível mundial, tal como lembra Ángel Garcia, que proferiu no primeiro dia das jornadas a conferência “El Quijote ilustrado: imagénes y palabras”. Para o Conselheiro de Educação da Embaixada de Espanha em Portugal, esta obra “mesmo que não lida, todos temos uma imagem de Dom Quixote de la Mancha”, através da sua imagem iconográfica. Contudo, lamenta que este é “um livro que se fala muito, mas que se lê muito pouco”.

Já no segundo dia de Jornadas, e em declarações à UÉ, o diretor do Instituto Cervantes de Lisboa, Javier Rioyo, sublinhou a forte relação institucional que tem mantido com a UÉ, “pela importante da Universidade e pela importância que representa para o Instituo vincular-se a esta Universidade, onde o espanhol e a cultura espanhola tem uma presença notável”, referindo-se a Évora como “a cidade culturalmente mais interessante de Portugal”, onde o Instituto Cervantes “está presente” e pretende reforçar “ainda mais a sua presença”, quer pela proximidade geográfica, mas principalmente pela ligação histórica.

No final do segundo dia e em jeito de balanço, Susana Llinas, da Comissão organizadora e Professora da UÉ, mostrou grande satisfação pelo decorrer destas II Jornadas dedicada à cultura espanhola, sobretudo pela “grande afluência dos alunos, que sempre mostraram muito interesse” na participação destas jornadas “e no apoio que estes prestam em tudo o que fazemos” – “é fantástico”, remata.

Publicado em 02.05.2017