20 Novembro 2017
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Enoturismo em conferência na Universidade de Évora

O “Enoturismo no Alentejo: Turistas, Adegas e Hotéis” foi o título escolhido pelos alunos das Licenciaturas em Turismo; Línguas e Literaturas (Ramo – Línguas e Turismo) e de Geografia da Universidade de Évora (UÉ), para uma conferência, que teve lugar dia 11 de maio no Auditório da Universidade de Évora.

A conferência juntou um vasto número de académicos, estudantes e profissionais da área. Noémi Marújo, Diretora da Licenciatura em Turismo da UÉ, a abrir a sessão, considerou o enoturismo, “bastante relevante”, por ser “um tipo de turismo que pode contribuir para captar mais turistas para a região”, e acrescenta que a área vitivinícola “apresenta um vasto potencial para o território alentejano”, contribuindo para o desenvolvimento local, a nível económico e sociocultural.

Já Leonor Rocha, em representação da Escola de Ciências Sociais da UÉ, destacou o grande “dinamismo” da Comissão do Curso de Licenciatura em Turismo, que “prepara” da melhor forma “os alunos para o mercado de trabalho”.

O papel “fundamental” que a Universidade de Évora assumiu na preparação da estruturação do negócio vitivinícola no Alentejo foi destacado por José Santos, da Entidade Regional do Turismo do Alentejo, ao recordar o envolvimento “ativo” do Eng.º Colaço do Rosário, com a “atividade de investigação e experimentação”, que, em conjunto com diversos investigadores formados nesta Instituição, contribuíram para a “melhoria da qualidade do vinho alentejano”, impulsionando inclusive, a “criação de muitas adegas” na região.

O Diretor de Departamento da Entidade Regional de Turismo do Alentejo considerou ainda nesta conferência, “o notável caminho percorrido em 26 anos”, recuando ao tempo, do inicio da “ligação entre a produção de vinho e turismo” até à atualidade. Hoje, enfatiza, “podemos olhar para o Alentejo como um destino de enoturismo”, território que oferece diversos equipamentos essenciais ao sucesso do mesmo, tais como “museus do vinho, enotecas, promotores turísticos e unidades de alojamento dinâmicas e competitivas” - considerando o momento mais “paradigmático” deste processo, quando em 2014, uma publicação norte-americana, definiu o Alentejo “como a melhor região vitivinícola do mundo", para visitar.

No final da apresentação, citou o Eng.º Francisco Pimenta, criador de conhecidos vinhos,ao lembrar que, “saborear o vinho é saborear a cultura do território, é saborear uma condição geográfica, não é apenas beber um copo de vinho”, razão pela qual, o vinho e o enoturismo, “consegue captar tantos turistas nacionais e estrangeiros” e remata, que o turismo do Alentejo, “é cultura, é identidade, pelo que necessita de profissionais qualificados”, estando certo que os encontrará também, nesta “bonita Universidade de Évora”.

Como produto bastante procurado por turistas de diferentes nacionalidades, Francisco Mateus, Presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), salienta que a maioria dos visitantes registados pela Rota dos Vinhos do Alentejo, são provenientes do “Brasil, Estados Unidos da América, Alemanha e França”.

O responsável pela CVRA considerou ainda que, a diversidade da região Alentejana em matéria vitivinícola, caraterizada por “oito sub-regiões diferenciadas, 70 castas e 60 tipos diferentes de solos”, ajuda a explicar a qualidade do vinho, premiado a nível nacional e internacionalmente, indicando que “15% do enoturismo em Portugal” está localizado em Évora.

Os números apresentados mostram que a atividade apresenta grande “dinamismo” e “margem para crescer”. Atualmente encontram-se “70 enoturismos” registados na CVRA, pelo que é essencial encontrar novos “produtos e experiencias” e medir o seu grau de satisfação relativamente ao destino.

Publicado em 16.05.2017