21 Setembro 2017
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Música clássica volta à pedreira

Uma pedreira de mármore desativada, situada junto à estrada entre Viana do Alentejo e Vila Nova da Baronia, foi o palco da  5ª edição do Festival Pedreira dos Sons, entre 26 e 28 de maio.

O cante alentejano pelas vozes do Grupo “Velha Guarda” de Viana do Alentejo e do Grupo Coral “Tertúlia dos Amigos do Cante” marcou a abertura do primeiro dia do festival,  seguido de projeção de vídeos de alunos do Departamento de Artes Visuais e Design da Universidade de Évora e de concerto da Orquestra de Sopros, sob a direção de Hugo Ascensão. O segundo dia  contou com a atuação do Coro “A Compasso” do Agrupamento de Escolas de Viana do Alentejo, seguido de concerto de Acordeão por João Dias, Combo de Jazz da Universidade de Évora, um Trio de Sopros, um Quarteto de Saxofones e ainda o som do acordeão de Gonçalo Pescada. Sob a direção de Kodo Yamagishi, ficou a cargo da Orquestra da Universidade de Évora  o encerramento do evento.

Bernardino Bengalinha Pinto, Presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, mostrou-se “satisfeito” pela realização de mais uma edição do festival, que, pelas suas caraterísticas, representa já um dos principais atrativos da região, deixando ainda a intenção de afirmar o Festival no “panorama cultural da região.” 

Ana Costa Freitas recordou “o papel fundamental do Professor e Maestro Christopher Bochmann na concepção e estruturação deste projecto”, que, na opinião da Reitora Academia eborense “tem vindo a consolidar-se ao longo do tempo”. A mesma opinião é partilhada por Ana Telles, Diretora da Escola de Artes da Universidade de Évora, que considera o Festival um dos “momentos altos” para a Escola de Artes, onde , “num cenário privilegiado se dá a conhecer o trabalho desenvolvido nos vários Departamentos ”, beneficiando os alunos da "interação que se estabelece com o público”.  

Recorde-se que o Festival que começou em 2013 integrado no Projeto “Saber dos Sons”, promovido pelo Município de Viana do Alentejo em parceria com a Escola de Artes da Universidade de Évora e a Culartes – Cooperativa Cultural, CRL.

Publicado em 30.05.2017