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Príncipe Amyn Aga Khan na Universidade de Évora

O Príncipe Amyn Aga Khan visitou, no passado dia 23 de novembro, o Laboratório HERCULES da Universidade de Évora. António Candeias, diretor deste centro único em Portugal, deu a conhecer a investigação de ponta desenvolvida no âmbito do estudo e valorização do património cultural.

 

Recebido por Ausenda de Cáceres Balbino, Vice-Reitora da UÉ em representação da reitoria, o programa de visita contemplou, para além do Laboratório HERCULES, uma visita guiada desde o Palácio do Vimioso ao Palácio Condes de Basto conduzida por Fernando Branco, o professor de História da Universidade de Évora, evidenciou na vista a influência de arte islâmica na cidade de Évora.

Nascido em 1937, o Príncipe Amyn é o neto mais novo do falecido Sir Sultan Mohamed Shah Aga Khan. Grande parte da sua infância foi passada na África Oriental e no Cairo, o Prince Amyn é Diretor dos Conselhos das instituições da Rede de Desenvolvimento Aga Khan, a Fundação Aga Khan, o Fundo Aga Khan para Desenvolvimento Económico (AKFED), a Aga Khan Trust for Culture (AKTC). Durante muitos anos participou ativamente em vários museus,  instituições e programas culturais, incluindo o Museu de Arte Moderna, o Museu Metropolitano de Arte da Cidade de Nova Iorque, o Museu do Louvre em Paris, a Fundação para o Desenvolvimento de Chantilly, instituições com forte componente de preservação patrimonial.

A Universidade de Évora investiu fortemente nos últimos 20 anos na preservação do património cultural, nomeadamente na promoção dos estudos islâmicos. O estudo dos artefatos islâmicos em curso no Laboratório HERCULES  e o Programa ERASMUS Mundus em Arqueologia e Ciência dos Materiais (ARCHMAT MSc) são bons exemplos dessa investigação interdisciplinar e multicultural que têm vindo a ser desenvolvida na Universidade de Évora.

Recorde-se que durante o período islâmico, a cidade de Évora teve uma importância singular, funcionando como um ponto-chave de várias rotas comerciais terrestres que ligavam as áreas médias e inferiores de al-Andalus no século X e os reinos de Toledo e Badajoz no século XI, ou seja, os territórios do interior com os portos do comércio mediterrâneo. Nos dias de hoje ainda é possível observar os muros medievais islâmicos da cidade e alguns edifícios vernáculos. Uma das melhores influências da arte islâmica em Évora é o Palácio dos Condes de Basto que foi reconstruído nos séculos XIV e XVI em estilo mudéjar sobre um palatino edifício islâmico e sua fortaleza. Particularmente significativos são os artefatos islâmicos que são frequentemente encontrados em escavações (como na escavação em andamento do Salão Central Eborense) composta de cerâmica, vidro, metais e epigrafia que testemunham a diversidade da sua ocupação.

 

 

Publicado em 28.11.2017