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Ana Mendonça reforça equipa de futsal do Sport Lisboa e Benfica

Formada em Ciências do Desporto pela Universidade de Évora (UÉ), atualmente a realizar a dissertação de mestrado em Direção e Gestão Desportiva na mesma Universidade, Ana Mendonça vai representar o emblema encarnado na próxima temporada desportiva.

Aos 25 anos de idade a estudante troca a cidade alentejana de Évora onde começou a jogar futsal federada no Juventude Sport Clube pela capital portuguesa e atuar na posição “universal” na equipa bicampeã nacional de Futsal Feminino. A estudante da UÉ recorda que começou a jogar futsal “por um acaso” até porque, como reconhece “na altura pouco ou nada se falava em futsal”.

Gabinete de Comunicação (GC): Como surgiu o futsal no seu percurso?

Ana Mendonça (AM): Começou por um “acaso” até porque na altura pouco ou nada se falava em futsal, mas hoje percebo que se adequa àquilo que é a minha personalidade e àquilo que é a minha paixão dentro do desporto.

 

GC: Como conciliar os estudos à prática desportiva?

AM: Não é fácil. Nada fácil, diria. Mas quando fazemos as coisas por gosto, as coisas vão fluindo e vamos sempre arranjando formas de contornar as adversidades. No meu caso específico, tive a felicidade de conseguir conciliar sempre ambos, mas claro, houve momentos muitos difíceis, desde gestão de tempo até cansaço físico e psicológico, porque são muitas horas por dia, muita coisa investida e colocada em causa. Chegou a haver vezes em que, depois de um dia de aulas era chegar a casa comer alguma coisa, vestir a roupa de treino e sair para o treino. Muitos dias a sair de casa de manhãzinha para chegar perto das 23h, por exemplo. Mas isso não significa que seja mau, simplesmente é um investimento e um esforço para conseguirmos fazer aquilo que gostamos e precisamos fazer.

 

GC: A equipa da AAUE ganhou o último Campeonato Nacional Universitário. Como descreve esse momento? Considera que foi fundamental para a sua contratação por parte do SLB?

AM: Participamos nestes campeonatos já há alguns anos, e era, claramente, um objetivo muito perseguido por nós, já tínhamos conseguido chegar a algumas finais e nunca tínhamos conseguido ganhar. Finalmente aconteceu e, na minha ótica, foi merecido, foi trabalhado. Quando assim é sentimos uma satisfação enorme e percebemos “na pele” que valeu a pena todos os minutos investidos para esta modalidade, para esta equipa. Não sei se foi fundamental, mas certamente ajudou como todas as competições em que participei ajudaram.

 

GC: Quais os objetivos pessoais para esta temporada e como perspetiva o seu futuro no Benfica.

AM: Usufruir o máximo possível desta oportunidade. Ajudar no que conseguir e alcançar todos os objetivos a que esta equipa se propuser. Objetivos mais concretos, confesso que não tenho, pelo menos por agora, e também confesso que não penso muito no que poderá acontecer no futuro.

 

GC: Como antevê o futuro desta modalidade a nível nacional e internacional?

AM: Acredito muito nesta modalidade e no seu desenvolvimento futuro. Tive o prazer e oportunidade de ver esta modalidade crescer muito ao longo destes anos, não só em Évora e não só em Portugal. Houve muitas conquistas, muitos avanços e muitos quereres, e isso foi e continua a ser imprescindível.

 

GC: Que jogador(a) de futsal mais admira e porquê?

AM: Ana Grenha. Porque pude acompanhar grande parte do percurso desportivo dela e em todos estes anos poucos ou nenhuns foram aqueles que vi serem para o desporto como ela sempre foi.

 

GC: Para além desta modalidade que outras atividades gosta de praticar?

AM: Gosto de desporto no seu geral. Mas para além do futsal, apenas tenho praticado atividades de ginásio.

 

GC: Que experiência e balanço faz enquanto aluna da Universidade de Évora?

AM: A experiência já vai sendo alguma. Realizei um curso de especialização tecnológica (CET) sobre Treino Desportivo de Jovens Atletas (1 ano), depois ingressei na licenciatura em Ciências do Desporto (3 anos) e agora permaneço no mestrado em Gestão e Direção Desportiva (2 anos, a entrar agora no 3º ano). Balanço, muito positivo. Acho que o facto de optar 3 vezes, em 3 situações diferentes por esta universidade relata bem aquilo que é o meu balanço sobre esta experiência.

Publicado em 04.09.2018