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Alentejo: Economia circular em foco

Boas práticas para utilizar eficientemente recursos e valorizar resíduos e subprodutos foram identificadas na sessão de apresentação dos resultados do projeto Alentejo Circular, uma parceria entre a Universidade de Évora (UÉ) e o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), que decorreu no dia 25 de outubro, no Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia, em Évora.

Financiado pelo Portugal 2020, o projeto visa sensibilizar os agentes económicos do Alentejo, nas fileiras do azeite, vinho e suinicultura para a adoção do modelo de Economia Circular. Abrangendo mais de três dezenas de instituições da região, incluindo empresas, entidades públicas, associações e núcleos empresariais, o projeto Alentejo Circular é, de acordo com Ana Costa Freitas, Reitora da Universidade de Évora, “um claro exemplo de transferência de conhecimento e de entrosamento com o tecido produtivo da região, otimizando recursos e evitando desperdícios”.

Aproveitar as podas das árvores para alimentação animal, produzir fertilizante orgânico melhorando as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo agrícola, aproveitar o bagaço da azeitona para incorporar no processo de compostagem, utilizar baterias de condensadores para reduzir a potência relativa nos lagares ou recuperar o calor dos sistemas de ar comprimido para aquecimento de águas, são apenas alguns dos exemplos apresentados como boas práticas para aproveitamento de subprodutos. 

Vasco Fitas, professor do Departamento de Engenharia Rural da Escola de Ciências e Tecnologia da UÉ e coordenador do projeto frisou que este possibilitou “a criação de valor nas explorações agrícolas e agroindustriais da região”,  considerando que este “pode ser tomado como exemplo relativamente ao papel fundamental que as instituições de ensino superior têm no desenvolvimento do território”.

Feito o diagnóstico, a adoção de práticas de utilização eficiente de água e a eficiência energética estão no topo das prioridades dos agentes económicos da região, sobretudo devido aos elevados custos associados. Por outro lado, a falta de comunicação entre os meio empresarial e académico, poderá inibir “a aplicação no terreno de modelos de negócio circulares, como seja a simbiose industrial”.

A necessidade de legislação mais adaptada às práticas de economia circular, “nomeadamente a simplificação de processos de gestão de resíduos,  introdução de agentes facilitadores e indústrias de valorização de resíduos e subprodutos na região”, foi outra das conclusões saídas deste projeto.

 

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Publicado em 26.10.2018