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Investigadores da UÉ desafiam a participar em estudo sobre o consumo de queijo.

Investigadores da Universidade de Évora (UÉ) querem saber mais sobre os determinantes das preferências alimentares. Que emoções há num queijo? É o que pretendem saber neste estudo sobre o consumo de queijo a decorrer entre 10 e 19 de dezembro no Colégio Luís António Verney e no Polo da Mitra da UÉ.

Mas será que podemos preferir alimentos com base nas suas características sensoriais, como o aroma, gosto ou textura, e quem somos também influencia o que gostamos e como escolhemos? Elsa Lamy, coordenadora do projeto Sabor Sur e investigadora do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas (ICAAM), da UÉ esclarece que, “as escolhas alimentares dependem de diversos fatores. As pessoas podem preferir determinados aspetos sensoriais, em termos do sabor, cheiro ou textura dos alimentos, mas as escolhas não dependem apenas das características dos alimentos, mas também das características das próprias pessoas. É por isso que atualmente se começam a estudar, não só as diferenças individuais, em termos de perceção sensorial, mas também em termos das emoções ou da personalidade”. 

Neste estudo, onde poderá ganhar prémios, ser-lhe-á pedido que prove diferentes amostras de queijo e que classifique as suas características sensoriais (e.g. doce, salgado, amargo) e as emoções que cada queijo lhe suscita (e.g. alegria, nojo, surpresa). Os participantes que não gostam de queijo podem participar, mesmo que não provem as amostras. Para além disso, será pedido que responda a algumas questões sobre a sua maneira habitual de ser e de agir e sobre os seus hábitos alimentares.

O projeto Sabor Sur, pretende desenvolver sinergias e cooperação entre empresas e centros de investigação na área da indústria alimentar é um dos objetivo do projeto, que pretende ainda desenvolver novos produtos e serviços nesta área. A transferência de tecnologia e o estímulo à procura, através de redes e clusters de inovação, abertos através de especialização inteligente são ideias defendidas por esta parceria transfronteiriça, que conta com a participação de universidades portuguesas e demais parceiros nacionais e espanhóis, com manifestação de interesse da Confraria Gastronómica do Alentejo.

O projeto que pretende melhorar a competitividade das pequenas e médias empresas nesta área da alimentaçãoe e hotelaria, conta com um orçamento na ordem de um milhão de euros, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional INTERREG V- España-Portugal (POCTEP).

 

Publicado em 04.12.2018