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Entrevista a Jorge de Oliveira

Jorge Oliveira é professor no Departamento de História e diretor do Laboratório Pinho Monteiro da UÉ. Responsável pela transição da “arqueologia amadora” para uma “arqueologia profissional” na Universidade de Évora, participou e liderou inúmeras escavações arqueológicas no território alentejano.  

Através de uma pequena porção de matéria orgânica encontrada pelo arqueólogo na base do Menir da Meada (o mais impressionante monumento megalítico da região de Castelo de Vide, e o maior menir totalmente talhado pelo homem em toda a Península Ibérica), foi possível obter uma datação mais antiga do que era espectável. A comunidade de arqueológos ligados ao neolítico sempre acreditou que o megalitismo funerário (dolmen) era contemporâneo dos menires, porém esta datação, veio revelar que estes eram cerca de dois mil anos mais antigos.

Era necessário confirmar esse resultado. Seria apenas um acaso? Jorge Oliveira não hesitou e continuou, como sempre, a dedicar-se à investigação e uma nova escavação efetuada agora ao Menir do Patalou, situado junto a uma estrada que liga Nisa à albufeira de Póvoa e Meadas, no concelho de Castelo de Vide, revelou essa evidência. Após submeter a matéria orgânica encontrada neste menir por radiocarbono, confirmou-se a evidência: os menires são substancialmente mais antigos do que os dólmenes, revelando-se uma descoberta de interesse internacional.

Publicado em 28.06.2018