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Úlceras e feridas em debate na UE
A prevenção e o tratamento de úlceras e feridas estiveram em debate na Universidade de Évora no 3.º Fórum Ibérico de úlceras e feridas, numa aposta conjunta da Escola Superior de Enfermagem de S. João de Deus (ESESJD) e da ELCOS-Sociedade de Feridas em interligar os contextos clínicos com o contexto académico.
Com cerca de 550 participantes, o 3.º Fórum Ibérico de úlceras e feridas pretendeu reunir na Universidade de Évora profissionais de saúde, médicos e enfermeiros, e farmacêuticos, bem como a população em geral para o debate de uma temática cada vez mais relevante, com o envelhecimento da população.Kátia Furtado, Enfermeira da Unidade local de saúde do Norte Alentejano e Presidente da Direcção da ELCOS, afirma que muitas das complicações das doenças crónicas se traduzem no aparecimento de feridas crónicas nomeadamente a úlcera de perna, úlceras de pressão e o pé diabético, o que torna cada vez mais importante o debate desta temática para a população em geral “para que saibam cuidar melhor dos seus familiares com este tipo de problemas”.

“Esta é uma temática de grande interesse actual, que implica grandes custos para o Serviço Nacional de Saúde e para os familiares e com uma elevada mortalidade” refere Kátia Furtado. “As úlceras causam feridas, que infectadas podem dar infecção, passar para septicemia e causar a morte” afirma, defendendo que há formas de prevenir e de tratar mas que se trata de um tema que não é consensual pois “toda a gente acha que sabe tratar feridas”.

Para o Prof. Manuel Lopes, director da ESESJD, o protocolo na área de investigação entre a ESESJD e a ELCOS permite “conjugar esforços”, interligando os contextos clínicos com o contexto académico, uma vez que “muitas competências clínicas estão instaladas no terreno”.

Sofia Ascenso | UELINE
Publicado em 21.03.2011