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Nuvem de poeira do Sahara identificada pelo Centro de Geofísica de Évora
Uma das mais intensas plumas de poeiras do deserto do Sahara cobriu Portugal provocando um acentuado decréscimo de visibilidade e agravamento da qualidade de ar na última semana. A elevada concentração de aerossóis foi medida por um equipamento único em Portugal, o sistema RAMAN LIDAR (Light Detection and Ranging) instalado no Centro de Geofísica de Évora, da Universidade de Évora.

Os aerossóis são partículas pequenas e sólidas, de composição química diversa, suspensas na atmosfera e que, pela sua grande capacidade associativa, actuam como núcleos de condensação para a formação de nuvens. As observações feitas através do LIDAR mostram que "a intensa pluma de poeiras do deserto que chegou a Portugal" se situou entre a superfície e pouco mais de quatro quilómetros de altitude, explicou o investigador, Prof. Frank Wagner.  

Os limites de aerossóis estipulados na legislação portuguesa e europeia relativa à qualidade do ar foram ultrapassados em grande parte do país, e as pessoas puderam observar alguns efeitos do fenómeno, como o céu em tons de amarelo, má visibilidade e pó a cobrir os carros.  

Actualmente o fenómeno já deixou Portugal e segue agora para países como a França e a Holanda.   

Publicado em 15.04.2011