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Universidade de Évora na luta contra envenenamento de animais em meio natural

A sessão pública de divulgação do Acordo de Parceria para implementação do novo Protocolo de Atuação no âmbito do Programa Antídoto Portugal, que conta com a participação da Universidade de Évora (UÉ), foi assinado no mês de abril, na Procuradoria-Geral da República. O novo Protocolo de Atuação reestabelece os procedimentos a executar nos casos em que são encontrados, em meio natural, animais selvagens, mortos ou feridos, com suspeita de envenenamento.

Entre outros, este programa cria a Rede Nacional de Centros de Necrópsia e Toxicologia de que a Universidade de Évora faz parte, através do Departamento de Medicina Veterinária e do Hospital Veterinário da mesma Universidade. Sandra Branco, Professora de Departamento de Medicina Veterinária é a responsável pela academia alentejana por este Centro de Necrópsia e Toxicologia que realiza os exames periciais aos animais silvestres encontrados mortos ou feridos com suspeita de envenenamento e que são encontrados em meio natural.

Os investigadores sublinham que o veneno é usado há milhares de anos contra os animais selvagens, o que se traduz numa das maiores causas de mortalidade não naturais destas espécies. O Programa Antídoto foi assim revisto e melhorado, passando a contar com a colaboração de nove entidades: Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Procuradoria-Geral da República e GNR, Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, universidades de Évora, Lisboa, e de Trás-os-Montes e Alto Douro e duas organizações não-governamentais, Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza e Aldeia, responsáveis pela gestão de vários centros de recuperação de animais selvagens, que em conjunto vão continuar a proteger diversas espécies, tais como lobos, linces, abutres e águias.

Publicado em 23.05.2019