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Política de Coesão 2021-2027, Velhos Desafios, Novas Políticas

A Universidade de Évora (UÉ) assinalou a aprovação dos primeiros regulamentos da política de coesão europeia no âmbito do Ciclo de Conferências, subordinado ao tema da “Coesão, Desenvolvimento e Equidade Territorial, organizado pelo CICS.NOVA, polo da Universidade de Évora, numa sessão que decorreu no dia 27 de novembro de 2019.

A Reitora da Universidade de Évora, Ana Costa Freitas, considerou ser “fundamental” a discussão em torno da política de coesão europeia, e o facto de ser na Universidade de Évora “reveste-se ainda de maior importância pelo papel relevante que temos vindo a assumir não apenas no contexto regional, mas afirmando-nos a todos os níveis no contexto internacional”, destacou.

Desde a sua criação em 1988, que a Política de Coesão é a principal política de investimento comunitário para a promoção de um desenvolvimento harmonioso no conjunto da União Europeia “contribuindo, sem dúvida, para a redução das assimetrias socioeconómicas e territoriais entre as regiões europeias” reiterou ainda Ana Costa Freitas na sessão de abertura que teve como orador principal António Costa Dieb, Presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C). Licenciado em Sociologia pela Universidade de Évora, com o Curso de Especialização em Gestão de Recursos Humanos pela mesma Universidade, Antóno Dieb considera que este instrumento financeiro, “trouxe indiscutivelmente modernidade, maior competitividade económica e sustentabilidade ambiental” bem como “conhecimento acrescido e de excelência”, não apenas para o nosso país mas para os restantes países da União Europeia.

Já sobre o próximo orçamento, relativo ao período de 2021-2027, com o qual a Comissão Europeia "propõe modernizar a sua Política de Coesão, que constitui a sua principal política de investimento e uma das suas expressões mais concretas de solidariedade”, António Costa dieb sublinha que estas políticas vão acompanhar as tendências dos últimos anos, ou seja, continuam a “apostar no capital humano, e desenvolver factores de competitividade económica" bem como "as questões de sustentabilidade ambiental”, entre outras medidas para que, na sua opinião, a Europa “seja mais próxima dos cidadãos”. Para tal, é necessário apostar na “sociedade do conhecimento e da inovação” garantindo, por esta via, a melhoria da qualidade de vida.

Por último, o Presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, deixa o recado, deverá “o nosso país aproveitar o melhor possível o próximo quadro comunitário” de apoio, para poder oferecer aos seus cidadãos “melhor qualidade de vida”.

 

Publicado em 29.11.2019