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Diálogos com História e Património

Conferencistas: João Rocha, Magda Pinheiro e Margarida Valla.

O Rossio Lisboeta

A comunicação falará das principais etapas da constituição do espaço do Rossio Lisboeta e salientarei momentos significativos dos seus usos. Mostrará um espaço periférico onde no século XIII se instalam os dominicanos e que no século XIV fica delimitado pela muralha fernandina. Um processo que culmina na construção do Hospital-de-Todos-os-Santos no reinado de D. João II. O caráter popular da praça emerge pelos piores motivos com progroom de 19 de abril de 1506. A posterior substituição do Palácio dos Estaus, convertido em Palácio da Inquisição, confirma a praça como local de intolerância. Será também abordada a etapa posterior ao Terramoto de 1755, com a deslocação do Hospital, já reconstruído, para São José. A demolição das suas instalações e a construção dos novos edifícios de habitação definem a nova praça onde porém a reconstrução do palácio Inquisição mostra permanências. Um espaço renovado onde progressivamente se instalam novas formas de sociabilidade apoiadas na deslocação do anterior mercado para a praça da Figueira. Desde 1808 (16 de Junho) dá-se a emergência da praça do como espaço cívico. Com a revolução de 1820 (15 de Setembro) a nova função afirma-se culminando na supressão da Inquisição em 1821. Após o triunfo liberal, o incêndio do Tesouro é aproveitado, graças ao grande empenho de Garrett na construção do Teatro Nacional (1845) reforçando o seu aspeto monumental. Um espaço de comemoração liberal culminando na cerimónia de inauguração da coluna de D. Pedro IV em 1870 já no reinado de D. Luís.

Entre outras comunicações.

Mais informações:documento anexo

Em 13.04.2019
16:00 | Convento das Maltesas (Centro Ciência Viva de Estremoz)